DOSSIÊ BRB (já aprovado pelo Jurídico)
O Que É O Caso
O escândalo envolvendo o BRB e o Banco Master gira em torno de suspeitas de:
venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes ou superavaliadas;
fraude contábil e financeira;
possível uso de banco público para socorrer instituição privada em crise;
corrupção e lavagem de dinheiro;
participação ou omissão de dirigentes públicos;
prejuízo bilionário potencial ao patrimônio do banco estatal do Distrito Federal.
As investigações são conduzidas principalmente pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central e STF.
Personagens Centrais
Daniel Vorcaro
Controlador do Banco Master. Foi preso em operações da PF e é apontado como principal articulador do esquema investigado.
Paulo Henrique Costa
Presidente do BRB durante as operações entre os bancos. Foi afastado pela Justiça e posteriormente preso pela PF em 2026.
Cronologia Dos Fatos
2024 — Início das operações suspeitas
Segundo investigações posteriores da PF e decisões judiciais, o BRB começou a comprar carteiras de crédito do Banco Master em grande escala. Parte dessas operações hoje é considerada suspeita.
A PF afirma que, entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB transferiu aproximadamente R$ 16,7 bilhões ao Master.
Março de 2025 — BRB anuncia compra do Banco Master
O BRB anunciou a aquisição de 58% do Banco Master em operação avaliada em cerca de R$ 2 bilhões.
A proposta:
tinha apoio político do Governo do DF;
era defendida como movimento de expansão do BRB;
dependia de aprovação do Banco Central.
O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, tornou-se o principal defensor público da operação.
Abril de 2025 — Primeiras reações institucionais
O Ministério Público do Distrito Federal abriu investigação civil sobre a compra. O Tribunal de Contas da União também passou a analisar possíveis irregularidades e eventual omissão regulatória.
Nesse período:
surgiram dúvidas sobre a qualidade dos ativos do Banco Master;
aumentou o questionamento sobre exposição do BRB;
cresceram alertas do mercado financeiro.
Maio de 2025 — Justiça tenta barrar operação
A Justiça do DF chegou a proibir temporariamente a assinatura do contrato entre BRB e Master. A decisão acabou derrubada posteriormente.
Também começaram reportagens sobre:
dificuldades financeiras do Master;
dependência de captação agressiva via CDBs;
concentração em ativos de alto risco, como precatórios.
Junho de 2025 — Cade aprova
A Superintendência do Cade aprovou a operação sob a ótica concorrencial.
Mesmo assim, o Banco Central manteve análise rigorosa sobre:
solvência do Master;
origem e qualidade das carteiras negociadas;
impacto sistêmico da operação.
Segundo semestre de 2025 — Banco Central endurece fiscalização
As investigações apontam que o Banco Central começou a identificar:
possíveis documentos falsos;
inconsistências contábeis;
créditos sem lastro;
ativos inexistentes vendidos ao BRB.
Segundo a PF, havia indícios de que operações serviam para:
maquiar a situação financeira do Master;
“abafar a fiscalização” do Banco Central;
transferir risco ao banco estatal do DF.
Agosto de 2025 — Câmara Legislativa autoriza a operação de compra e envio do processo ao Banco Central
Após reuniões com Paulo Henrique Costa, os Deputados analisaram o projeto de Lei do Poder Executivo encaminhado em regime de urgência pedindo autorização para prosseguir com a operação de compra do Master pelo BrB.
Setembro de 2025 – BC rejeita compra do Master pelo BRB
Após mais de cinco meses de análise, o Banco Central reprovou a compra do Master pelo BRB.
Após a divulgação da rejeição, o BRB reiterou a compra.
"O BRB reitera seu posicionamento de que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional", dizia nota do banco.
Novembro de 2025 — Explode o escândalo
Operação Compliance Zero
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação que se tornou o marco central do caso.
Medidas tomadas
prisão de Daniel Vorcaro;
afastamento de Paulo Henrique Costa;
buscas no BRB;
apreensão de documentos;
investigação sobre fraude bilionária.
A PF afirmou haver indícios de fraude de R$ 12,2 bilhões em carteiras vendidas ao BRB.
Novembro de 2025 — Banco Central liquida o Banco Master
O Banco Central decretou liquidação extrajudicial do Banco Master por problemas de liquidez e irregularidades graves.
Isso transformou o caso:
de uma controvérsia regulatória;
para um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
Final de 2025 — STF entra no caso
O ministro Dias Toffoli tornou-se relator de parte das investigações no STF.
Houve:
sigilo processual;